No Brasil, a idade média em que um estudante inicia o ensino superior é de 18 anos. Ainda muito jovens somos incentivados a fazer uma escolha sobre carreira e nem sempre estamos prontos para tomar essa decisão. Nessa fase é difícil pensar em como a nossa vida será influenciada pela nossa profissão no futuro, um tempo depois a dúvida sobre trocar de profissão começa a surgir.

Mas profissão é coisa séria. Ela nos conecta com o mundo e molda a forma como nos enxergamos e também como os outros nos enxergam. Por meio da sua profissão, você cria um senso de pertencimento e contribuição na sociedade, além de ser uma atividade para qual você dedica grande parte do seu tempo. E por ser tão importante, deve ser algo que te faz feliz, concorda?

O relacionamento das pessoas com o trabalho muda muito de acordo com as gerações. Aquelas que fazem parte da geração de Baby Boomers e da X tinham uma forma muito diferente de perceber sua carreira. Para elas, felicidade era uma recompensa recebida após muito trabalho e, por vezes, esse percurso era tedioso e até desagradável.

Atualmente, os profissionais da Geração Y, grande força de trabalho do mercado, tem uma visão bem distinta. Para eles a recompensa não vem depois do trabalho, mas durante. Felicidade não é um destino, é o caminho. E para que sejam felizes é preciso que haja muita identificação com o trabalho que realizam.

Mas tomando essa decisão tão cedo, como é possível garantir que você seja feliz com sua escolha?

A resposta é: não é possível garantir. As circunstâncias ao nosso redor são dinâmicas, estão sempre em movimento – tudo pode mudar, inclusive nós mesmos. Nosso planos, objetivos e sonhos não são estáticos (ainda bem!). A boa notícia é que se tudo muda, também podemos mudar de carreira e nunca é tarde para recomeçar.

Antes de tudo, é importante fazer uma autoavaliação profunda do porque essa mudança é importante para você. Faça perguntas para si mesmo, avalie os últimos anos da sua vida. Tente entender o que você quer mudar e porquê. Uma vez que você estiver certo da sua decisão, comece a agir!

Instinto é importante, mas planejamento é essencial. Pense em onde você quer estar daqui a cinco ou dez anos e faça um esquema com tudo o que precisa ser feito para que você chegue lá. Seja organizado e eficiente, pois é preciso planejamento e foco para que seus planos possam sair do papel.

E lembre-se de que você não precisa fazer tudo sozinho. Fale com pessoas que passaram pelo mesmo processo de mudança e com aquelas que trabalham na área em que você quer atuar. Ainda, procure profissionais especializados em life ou work coaching que podem te direcionar nesse momento – eles ajudarão a entender o que te motiva e o que te faz realmente feliz. Através desse processo de descobertas e desenvolvimento pessoal, você poderá encontrar as respostas que tanto procura!

Por fim, não tenha medo de mudar! Muitas pessoas perdem a oportunidade de recomeçar por acharem que é tarde demais ou por não saberem como dar o primeiro passo. A transição é trabalhosa: você precisa se conhecer, se informar, planejar e buscar o apoio de pessoas e profissionais que possam te auxiliar.

O mais importante é chegar ao fim do dia e não se sentir frustrado com as suas escolhas e seu trabalho. Encontrar o que você realmente gosta de fazer é uma forma de investir em sua felicidade. Então, vá em frente!

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