Tóxico ou estimulante: um ambiente de trabalho onde existe pressão por resultados é tão ruim assim?

Um modelo de gestão em que impera a concorrência no ambiente de trabalho, em que a pressão por resultados, pode sim significar ganhos para os funcionários que souberem aguentá-la. O desafio é saber se o desenvolvimento profissional almejado compensar o estresse acarretado pela cultura meritocrática. A decisão, no fim, é do próprio funcionário: aguentar a pressão por resultados ou pular fora do barco?

Competição à parte, o bilhete da sorte para consguir avançar na empresa é ter um bom chefe! Eles (os chefes) têm um controle gigantesco sobre a sua qualidade de vida. Se você tem o azar de ter um chefe abusivo, e muitos têm, a rotina será incrivelmente estressante.

Situações de pressão avassaladora e, em alguns casos, assédio moral, são recorrentes em todas as empresas que trabalham com metas. A diferença, é que, por exemplo, nos Estados Unidos, onde culturalmente o tratamento entre colegas de trabalho é mais frio e distanciado, abusos costumam ser entendidos com ‘parte do jogo’. “A cultura mais agressiva é vista com certa naturalidade pelos americanos. Não é incomum que as empresas encoragem seus funcionários a acabar com as ideias dos colegas. No Brasil, isso é visto como falta de educação.

As pessoas levam para o lado pessoal.

É muito tênue a linha que separa uma cultura competitiva e abrasiva do assédio moral. Situações de extrema pressão podem levar ao desenvolvimento de doenças e até ao suicídio. No Brasil, a prática é considerada ilegal, (artigo 7º da Constituição Federal). O texto prevê que “são direitos dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao (trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança”).

Vale lembrar, que em tempos de crise, a tendência é intensificar ainda mais a pressão! A famosa situação de fazer mais com menos, ou seja, desde a restruturação da empresa para redução do seu custo, ao acúmulo de afazeres por parte dos colaboradores, e por consequência o recrudescimento das metas!

A cobrança por resultados, se bem calibrada, é a única forma de fazer com que as empresas cresçam. A maioria dos funcionários ganha no variável, o que faz com que o dinheiro seja um grande estimulante para a produtividade. O segredo, é saber bloquear os maus tratos e focar no que realmente importa. Sempre vai haver pressão. O desafio é saber lidar. Tem quem aguente, enquanto outros não toparão. É aí que o mercado vai selecionar seus profissionais. Há muita gente com perfil para trabalhar em ambientes altamente competitivos. E há empresas onde isso não é tão patente. O profissional tem de saber escolher.

Escolher, neste caso, nem sempre é fácil, contudo para evitar surpresas, é recomendável que os profissionais, ao postularem a uma vaga, não temam perguntar detalhes sobre a cultura da empresa. É preciso saber se aquela cultura é compatível com a sua personalidade, pois a empresa não vai mudar por causa de um funcionário.