O trabalhador, como bem sabemos, não está interessado somente em bons salários. Ele busca desenvolvimento pessoal, reconhecimento, um ambiente de trabalho saudável, qualidade de vida, transparência, trabalho em equipe…entre diversos outros fatores. Pode-se dizer que o funcionário é mais exigente nos dias de hoje, mas se você consegue “conquistá-lo”, ganhará um aliado que trabalhará com unhas e dentes pelo crescimento da empresa.

Por esse motivo, neste post falaremos sobre o que os melhores lugares para trabalhar têm em comum, de acordo com os critérios estabelecidos pela reconhecida empresa global de pesquisa, consultoria e treinamento Great Place to Work®. Muitos de vocês já sabem que, anualmente, a empresa publica o ranking Melhores Empresas Para Trabalhar após realizar uma minuciosa pesquisa com os funcionários e uma avaliação das práticas da organização.

Sabe qual é a principal característica que essas empresas têm um comum? Elas ouvem seus colaboradores. Na pesquisa da Great Place to Work®, o critério mais importante na avaliação do clima organizacional é a opinião daqueles que o vivenciam todos os dias. Por isso, dois terços dessa pesquisa baseia-se no feedback confidencial e anônimo dos funcionários. Essa avaliação mede a maneira como a credibilidade, o respeito,  a imparcialidade, os níveis de orgulho e camaradagem são percebidos, tanto dentro da área onde o funcionário atua quanto na empresa como um todo.

Todos os fatores de avaliação citados acima servem basicamente para medir uma variável: a qualidade dos relacionamentos. No questionário que recebem, os colaboradores devem responder perguntas sobre o nível de confiança que depositam na liderança e em sua equipe e sobre como se relacionam com gestores, colegas e com o seu próprio trabalho no dia a dia.

O restante da pesquisa, que corresponde a 33%, avalia a cultura e as práticas organizacionais: valorização dos empregados; políticas de admissão e demissão; comunicação interna, investimentos em treinamento e capacitação, etc. Essa etapa da avaliação mede também o fator “humano”, que busca identificar como as empresas inspiram as pessoas, promovem o desenvolvimento pessoal, reconhecem o bom trabalho, celebram as conquistas…em outras palavras, como essas organizações cuidam de seus colaboradores.

Ficou claro que ser reconhecido como um bom lugar para trabalhar depende muito mais das percepções internas do que externas, certo? Então, se a sua empresa deseja se tornar esse lugar, preocupe-se verdadeiramente com o que as pessoas que trabalham com você estão sentindo e o que elas têm a dizer. Propicie um ambiente onde elas se sintam seguras, confiantes e estimuladas. Funcionários felizes e satisfeitos são mais produtivos e inspiram os demais – faça o teste, você não vai se arrepender!